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quarta-feira, maio 12, 2010

A falta que você faz.

Parecíamos tão bem juntos. De repente, num dia claro tudo fez-se escuro, uma profunda e infinita escuridão. Sinto-me vazia por dentro, você talvez não saiba nem imagina a falta que me faz. Seus olhos, seu rosto, suas palavras certas em horas erradas, tão ternas. Lágrimas descem em silêncio pelo meu rosto. Ah, como queria ao menos ter a certeza que nada foi em vão.

sábado, maio 08, 2010

A carta que entreguei.

"Sempre vivi com uma armadura, uma máscara para me proteger. Não estava pronta para mostrar-me ao mundo principalmente à você. Te amei, te amo e sempre te amarei.
Seus olhos castanhos me prendiam num transe, seu olhar sempre foi o mais belo que existe. Seus lábios rosados, ah seus lábios...
Ao longe te admirava pode chamar de obsessão, se quiser, eu prefiro chamar de amor. Não culpe-me se nunca tive coragem para falar contigo, tocar-te. Só Deus sabe quantas cartas escrevi e de quantas joguei fora.
Hoje à tarde enquanto caminhava no parque, sozinha, mas com você em meu coração, presenciei o que sempre rezei para que nunca acontecesse. Ela e você.
Fiquei em choque. Você a beijava como sempre desejei que me beijasse, seus corpos eram um só.
Uma lágrima desceu pelo meu rosto, não aguentei continuar a assistir àquela cena que tanto me matava por dentro. Corri para qualquer lugar longe de tudo e de todos.
Chorei tudo que tinha para chorar, tentei reconstruir meu coração para que no mínimo conseguisse suportar escrever esta carta. Nos meus sonhos sempre era eu e você. O amor é tão belo quanto traiçoeiro.
Entretanto, não escrevi esta carta para queixar-me tão pouco lamentar-me. Quero, na verdade, agradecer-te, depois de tudo percebi que não dá para viver assim escondendo-me de tudo. Hoje nasce uma nova pessoa, sem medo de amar, viver e até mesmo sofrer."

Os minutos.

Seus lábios encontram os meus encaixando-se num beijo doce e triste. Triste sim, as despedidas mesmo que curtas entristecem. Suas mãos desceram pelos meus ombros como se os desenhassem parando em minha cintura e puxando-me para mais perto, formando assim um só corpo, um só coração que pulsava demasiadamente. Embora estivesse um frio intenso, senti um calor envolvendo-nos, era o calor da paixão, do amor que sentíamos.
Minutos passaram e o beijo havia cessado, porém ainda permanecemos abraçados envolvendo um ao outro, cultuando nosso amor.